A reprovação com que,
no teu passeio pelo que é nosso,
nos olhas
afecta-me.
Lava-me e revolta-me o olhar
podre, pérfido, humano.
Justo.
Caminhas com uma qualquer superioridade
por nós escarnecida.
Cobaias cobardes comendo segundos ao Tempo.
É uma superioridade natural.
É superioridade, mas não o percebemos
de tão inferiores que somos.
Continuas latejante na tua segurança.
Mas morto faz-te um corpo parar.
Maior a reprovação é agora.
Conhece-lo, claro que conheces.
Carcereiro do teu sonho de liberdade,
dono da espada
(com toda a humana superioridade que isso traz)
hoje não é senão o que foi ontem:
um cadáver.
Tu, minha pomba ideal, continuas,
estrada abaixo,
solarenga,
tua.
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